Vários fatos políticos estão ocasionando a
antecipação do debate sucessório do Governador Cid Gomes. Isso ocorre porque o
PMDB e PSB estão de olho na chapa majoritária do projeto de reeleição da
Presidente Dilma Rousseff. O primeiro partido considera natural à continuação
de Michel Temer ao lado de Dilma e tem em Eunício Oliveira um dos
articuladores. Já Cid diz abertamente que o PSB já tem potencial para requerer
a indicação de vice.
Ter o PSB na vice do
PT em 2014 pode significar o real interesse do Governador de Pernambuco,
Eduardo Campos, que tem jogado seu nome na mídia como pré-candidato a presidente.
A maior resistência a esta intenção, dentro do partido está nos irmãos Cid e
Ciro Gomes, embora sem mandato, uma liderança nacional que já obteve sete por
cento do eleitorado quando candidato a presidente.
Para Cid Gomes outro
aspecto que precisa ser levado em conta é o fato do PMDB já ser contemplado com
aval do PT e PSB com as presidências da Câmara e do Senado, respectivamente com
Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros. O espaço na chapa majoritária com
Dilma seria mais uma posição importante para os peemedebistas em detrimento de
vários outros partidos que são fortes como o seu PSB ou em crescimento que
também compõem a frente pró-Dilma.
Após a traumática
eleição para prefeitura de Fortaleza e a ida do ex-presidente Lula para o
Seminário sobre os 10 anos do Governo Popular do PT no Brasil ficou evidenciado
o que já se sabia de bastidores: a reaproximação com o PSB de Cid, mesmo com a
birra da ex-prefeita Luizianne Lins. A tendência
é que na composição o PT indique o nome para senatoria e hoje quem reúne mais
condições é o atual líder do partido na Câmara, José Nobre Guimarães.
A relação de Cid Gomes com
Eunício Oliveira é salutar e ambos sabem da força um do outro, mas
especialistas não vêm como certo o apoio à pretensão do peemedebista de disputar
a cadeira com vistas ao palácio Iracema. No PSB são especulados atualmente os
nomes de Leônidas Cristo, hoje na Secretaria dos Portos que tem status de
Ministério e do Secretário da Fazenda, Maurio Benevides Filho.
Eunício, respaldado pelo PMDB
nacional, mantém pré-candidatura independente do apoio de Cid e do PT. Com
certeza o PT nacional e entendam Lula e Dilma, terá participação direta neste
verdadeiro tabuleiro de xadrez da sucessão cearense. Como não manter no estado
uma frente que já está solidificada na esfera nacional? E caso não dê certo o
PMDB partiria sozinho ou buscaria parcerias com o PSDB, por exemplo? Quanta
contradição já que o PSDB é oposição e o PMDB governo na esfera nacional não é
verdade?
Teoricamente falando Cid Gomes
teria direito a vaga para senatoria, porém deverá ser contemplado num cargo de
alto escalão no Banco Mundial ou até mesmo num destacado ministério no eventual
segundo governo de Dilma.
Estou falando sobre conjecturas
até porque Cid Gomes deixou para o próximo ano qualquer debate sobre sua
sucessão. Aguardemos então as cenas dos próximos capítulos desta complexa novela
política.
Se a situação está difícil para
os cargos majoritários imaginem para os cargos proporcionais? Hoje temos nomes
que são e que fazem de conta que serão pré-candidatos. Na próxima semana falarei a respeito desta
questão.
Obs. Esta
coluna é publicada simultaneamente na Revista do Beto, Blog do Juazeiro, Rede
de Blogs do Ceará e Portal O Kariri.